Consumir sempre fez parte da nossa vida. Todo mundo precisa comprar coisas, escolher serviços, desejar algo novo de vez em quando. Mas hoje o consumo parece ir muito além disso. Ele não serve apenas para atender necessidades, mas também para dizer quem somos, o que valorizamos e até como queremos ser vistos.
A pesquisadora Isleide Arruda Fontenelle chama esse fenômeno de cultura do consumo. Em outras palavras, vivemos em uma sociedade em que produtos e marcas não vendem só utilidade. Vendem ideias, sentimentos e promessas, e não se compra apenas um tênis, por exemplo, mas juventude, estilo, pertencimento... Não se compra apenas um creme, mas autocuidado e autoestima.
